Amor, desalento e solidão

Amor, desalento e solidão

Queria, quem já não me quer seu,
Que por sua vez não quer ninguém
E quem me quer eu rejeitei também
Por não ser de quem não é meu!

Quantas portas ao amor não dei?
De o querer, quantas se fecharam?
Quantas solas e aparas se gastaram?
Quantas ruas e poemas atravessei?

Mas que desalento chato e redondo,
Que se o tento cantar a um canto,
Ele não os tem e eu lá vou pondo

Nós engasgados num calado pranto!
Não podendo ao amor cantar então,
Vou indo e dando, espaço à solidão.

porque

o resiliente sempre alcança